Bolsonaro ora a Deus para que o Brasil “não flerte com o socialismo”


O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, discursou durante a cerimônia sobre a Nova Fase da Operação Acolhida, na última quarta-feira (2), a qual trata da situação dos refugiados venezuelanos que migram para o Brasil em busca de melhores condições de vida.

Na ocasião, o presidente brasileiro destacou a situação de caos humanitário e político na Venezuela, apontando o socialismo como principal responsável pela crise no país vizinho.

“Brasil, peço a Deus. Não flerte mais com o socialismo”, disse o presidente, ressaltando o papel das Forças Armadas na manutenção da liberdade democrática ou ditatorial nos países. No caso da Venezuela, segundo Bolsonaro, são os militares que ainda mantém o regime de Nicolás Maduro no poder.

“Quem decide se um povo vai viver na liberdade da democracia são as suas forças armadas quer queiram, quer não queiram. Essa é a verdade. Quem mantém a ditadura venezuelana são as Forças Armadas. Em outros países, como já tivemos momentos outros aqui no Brasil, quem manteve a democracia e a liberdade foram as suas Forças Armadas”, disse o presidente, segundo O Globo.

A ideia do Governo Federal é distribuir os imigrantes venezuelanos para diferentes regiões do Brasil, oferecendo recursos aos municípios e também favorecendo o envolvimento popular no acolhimento aos refugiados, o que diminuiria os gastos do poder público, já que o país está em recuperação econômica.

“Temos certeza de que a carência do recurso público é enorme. Se temos essa carência, não vale apostarmos todas as fichas em recurso público. Está na hora da gente utilizar um modelo privado, liberal, para a sociedade poder participar, conseguir fazer seus depósitos”, explicou o subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Antônio José Barreto.

Bolsonaro ressaltou a necessidade de “sensibilizar” os brasileiros sobre essa demanda, a fim de que o acolhimento ocorra da melhor forma possível, prezando pelo caráter humanitário do programa.

“São 5.570 (municípios), a grosso modo. Se eu pudesse distribuir isso…Temos 7 mil pessoas em um abrigo. Se eu colocasse duas pessoas por município, não ia ter gente suficiente para tirar do abrigo. O objetivo, com a Confederação Nacional dos Municípios, que seria o órgão que mais permeia a nossa estrutura federativa, é que a gente consiga sensibilizar a todos”, declarou.

 





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