O Cristão e as Eleições

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Em tempos eleitorais, ainda mais na era da internet e do whatsapp, os ânimos dos brasileiros se mostram cada vez mais aflorados e sanguíneos. E ai eu pergunto: E qual deve ser a postura de um cristão nessas horas?
Mais uma vez irei me basear nos sábios conselhos contidos nas cartas paulinas, que quando escrevera a igreja da Galícia mensurou os frutos que devem revelar-se na vida de quem está cheio do Espirito Santo. Não irei citar todos aqui, mas apenas 2: Mansidão e Domínio Próprio.

A mansidão nessas horas é imprescindível, não deixar que a ira que traz a contenda entre amigos, parentes e conhecidos tome o nosso coração. É necessário valer-se da dialética aristotélica, analisar a conjuntura política nacional sem tomar lados de maneira rasa,  mas deixar que o Espirito Santo conduza-nos à decisão correta.

Domínio Próprio é a sabedoria alinhada a maturidade para com as coisas de Deus, que na minha forma de ver, é a real função do Espirito Santo em nós.
Exercer a democracia de forma madura é as vezes sim, votar no menos pior, naquele que converge mais à vontade de Deus. Isso não é perfeito, mas nessa atitude há sabedoria. O Rei Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas nem por isso ele deixou de pecar.

Domínio próprio é ser dialético, ter maturidade em saber que não há políticos 100% perfeitos, que são homens como nós, sujeitos a pecar.
Resta saber qual a fé que esse candidato professa. Ele crê em Deus? Apoia o aborto? Defende a família?  Defende formas de casamento que se desalinham com os ensinamentos bíblicos?  Qual a postura dele sobre a liberdade religiosa de culto?

Mansidão e domínio próprio devem compor a dialética de um cristão sensato, que enxerga na democracia uma das peças  de uma cosmovisão muito maior, que inclui a ocupação de espaços numa sociedade, tema que quero trazer à reflexão no próximo artigo para os irmãos.

No amor em Cristo e na misericórdia alcançada nEle, deixo-lhes a Paz do Senhor.

Marco A Migorança

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